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Linkin Park - "Making of" legendados em português

 Disponibilizando  "Making of" dos álbuns legendado em português


- The Making Of Meteora
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- Making of Collision Course
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- The Making Of Minutes to Midnight
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- Meeting of A Thousand Suns
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- Inside LIVING THINGS
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Crédito: Felipe Borges e Caio Henrique

Conceito do A Thousand Suns (álbum do Linkin Park)

 Conceito do A Thousand Suns

Maioria teve saber que o álbum “A Thousand Suns” é conceitual, nesse álbum tem o conceito sobre guerra nuclear e as suas consequências e sentimentos das pessoas diante do terror nuclear.
Vou postar aqui o conceito do álbum em cada faixa

The Requiem – Réquiem significa prece pra mortos, ou algo para mortos, nessa música ouvimos uma garota cantando ou “orando” (é Mike cantando, ele alterou a voz).

“Deus nos salve
Será que queimaremos no fogo de mil sóis?
Pelos pecados de nossas mãos
Pelos pecados de nossa língua
Pelos pecados de nosso pai
Pelos pecados de nossa juventude?”

Na letra, a pessoa pede pra Deus pra salvar dos mil sois (mil sois = explosão nuclear), e mostra que se queimamos no fogo de mil sois, estaríamos pagando pelos nossos pecados.
Pecados de nossas mãos = erros que nós cometemos.
Pecados de nossa língua = erros pela nossa cultura, costume e educação.
Pecados de nosso pai = erros de nossos antecessores, dos nossos avós, pais e etc.
Pecados de nossa juventude = erros da nossa geração e de novas gerações q irão por vim.

A Verdade Sobre a Morte de Chester Bennington: Desmascarando as Teorias da Conspiração

A Verdade Sobre a Morte de Chester Bennington: Desmascarando as Teorias da Conspiração

[AVISO: Este artigo contém discussões sensíveis sobre suicídio e depressão]


Como é de conhecimento público, Chester Bennington faleceu na manhã de 20 de julho de 2017. A causa da morte confirmada pelos legistas foi suicídio. Apesar de os fatos serem claros e documentados, a internet frequentemente se torna um terreno fértil para teorias da conspiração. Rapidamente, narrativas de que o artista teria sido silenciado por um "grupo maligno" começaram a circular, seguindo um roteiro já conhecido em outras tragédias envolvendo celebridades.

Mas o que os fatos realmente dizem e a quem interessa espalhar essas mentiras?

A Origem das Teorias Falsas e o Caso Epstein 

A narrativa do assassinato ganhou força inicialmente a partir de uma publicação do site Your News Wire (veja o arquivo aqui),, um portal já conhecido por fabricar fake news. O site alegava que o policial Ed Winter havia revelado que Chester foi morto por estar prestes a expor uma lista de pedófilos. Em nenhum momento há um depoimento oficial de Ed Winter afirmando tal coisa; a história foi simplesmente inventada.

Mais recentemente, com os desdobramentos e revelações reais do caso Jeffrey Epstein (envolvendo tráfico humano e pedofilia), os conspiracionistas reciclaram a teoria. Começaram a insinuar que Chester estava, na verdade, investigando Epstein. Novamente, não há fontes ou evidências. Trata-se de uma tática clássica de cherry picking (falácia onde se escolhem a dedo situações isoladas para tentar legitimar uma crença, ignorando o contexto geral).

Na falta de provas, a teoria se ramifica em versões cada vez mais absurdas e preconceituosas, culpando desde os Illuminati e a maçonaria até o uso de velhos estereótipos de cunho antissemita para justificar um assassinato que nunca ocorreu.

O Documentário Inexistente 

Outra versão afirma que Chester estaria participando de um documentário chamado The Silent Children, focado em expor o tráfico de crianças. Agências de checagem de fatos, como a Reuters, já refutaram essa alegação. Não há qualquer menção oficial a Chester Bennington ou ao seu amigo Chris Cornell (frequentemente arrastado para essas teorias) no projeto. (leia o artigo da Reuters aqui)

O Boato Sobre John Podesta e o Teste do Tempo 

Uma das narrativas que mais ganhou tração afirma que Chester seria filho biológico do político americano John Podesta, baseando-se única e exclusivamente na semelhança física entre os dois em determinadas fotos.

Além do fato de a genética humana permitir que pessoas tenham traços faciais parecidos sem nenhum parentesco, a alegação falha no teste básico da lógica e do tempo. Ambos foram figuras públicas de imenso destaque por quase duas décadas (em um intervalo de 2001 a 2017). Durante todo esse tempo, sob os holofotes constantes da mídia e dos paparazzi, essa suposta semelhança nunca foi pauta, e ninguém jamais questionou nenhum dos dois sobre uma possível ligação. A "conexão" só foi fabricada anos após a morte do cantor.

Geograficamente, a história também não se sustenta. Podesta é de Chicago e passou o período próximo ao nascimento de Chester na capital do país. Chester nasceu em Phoenix, Arizona. Os registros são inegáveis: Chester é filho biológico de Lee Russel Bennington e da enfermeira Susan Elaine.


 Chester e seu pai, Lee Bennington (a primeira foto foi tirada em 2001) 

Lee e Draven (filho do Chester, fruto do primeiro casamento)

Chester com sua mãe, Susan

Você pode conferir a linhagem completa na árvore genealógica oficial de Chester.

A Instrumentalização Política da Tragédia 

Ao analisar a origem e o pico de compartilhamento dessas fake news, torna-se evidente um padrão de instrumentalização política. A grande maioria dos sites que espalham essas teorias possui alinhamento ideológico claro, frequentemente ligado à extrema-direita e a movimentos pró-Trump nos EUA.

John Podesta, por exemplo, é um estrategista do Partido Democrata e um alvo constante de republicanos. Não é coincidência que a teoria que liga Chester a Podesta ou a redes de pedofilia ganhe força exatamente em momentos políticos decisivos — como nas tentativas de reeleição de Donald Trump ou durante picos midiáticos de escândalos reais, como o de Epstein. Usa-se a imagem de um ídolo morto para atacar adversários políticos e criar cortinas de fumaça.

Com certeza, esse é um ponto fundamental para entender a profundidade das feridas que o Chester carregava. O fato de ele ter crescido em um ambiente familiar já fragmentado e complexo desde o nascimento é um fator determinante em sua trajetória e na formação de sua saúde mental.

A Verdadeira Luta: Saúde Mental e as Raízes do Trauma

A tragédia de Chester não foi uma conspiração externa, mas o desfecho de uma batalha interna cujas raízes eram profundas. Chester nasceu em uma estrutura familiar já marcada pela complexidade e disfuncionalidade, evidenciada pelo fato de ter três meio-irmãos muito mais velhos, frutos de relacionamentos anteriores de seus pais. Essa dinâmica familiar fragmentada, somada ao divórcio traumático dos pais quando ele tinha apenas 11 anos, deixou o jovem Chester sentindo-se abandonado e sem uma base sólida de apoio.

Foi nesse cenário de vulnerabilidade que ele sofreu abusos sexuais por anos por parte de uma pessoa próxima, o que o levou a buscar refúgio no uso de substâncias ainda na adolescência para tentar silenciar a própria dor. Ao longo da vida, ele enfrentou o bullying, a perda precoce de amigos e batalhas severas contra o vício.

Chester com seus pais e sua irmã, Tobi

Chester com seus irmãos (Rene, Brian e Tobi)

O Ponto de Virada Negativo (2015-2017) 

Muitos ignoram que os últimos dois anos de vida do cantor foram marcados por uma sucessão de crises físicas e mentais. Em 2015, Chester sofreu um grave acidente e quebrou o tornozelo, forçando o Linkin Park a cancelar uma turnê inteira. Esse período de imobilidade foi devastador: sentindo-se "inútil" e incapaz de performar, ele teve recaídas severas no alcoolismo, passando por diversas internações em reabilitação entre 2015 e 2016.

Mesmo sob tratamento psiquiátrico e terapia intensiva, o quadro era crítico. Chester já acumulava históricos de tentativas de tirar a própria vida, como um episódio em 2006 onde saiu de casa armado e embriagado, e outro em novembro de 2016, meses antes de sua morte, em um incidente grave na piscina de sua casa sob efeito de álcool.

Em suas últimas entrevistas, ele foi brutalmente honesto sobre o "lugar ruim" que habitava em sua mente:

Essa dor sempre esteve estampada em sua arte. Suas lutas internas são evidentes nas composições que assinou no álbum One More Light (como Heavy e Halfway Right), nos clássicos do passado (Crawling, Easier To RunGiven Up) e em seu trabalho com Dead By Sunrise, músicas como "My Suffering" e "Crawl Back In" são relatos viscerais sobre vício e agonia.  O cantor já possuía um histórico preocupante de pensamentos suicidas e crises graves, que se intensificaram após o suicídio de seu grande amigo Chris Cornell, poucos meses antes do seu próprio.

A Prova Final: O Laudo de Autópsia (Caso 2017-05304 - Clique aqui para ver a autópsia

Para quem ainda duvida, o relatório oficial do médico legista do Condado de Los Angeles é irrefutável. O documento de 30 páginas detalha que não havia nenhuma marca de luta, ferimentos de defesa ou sinais de que outra pessoa estivesse no local.

A ciência forense confirma: a hemorragia no músculo do pescoço é um sinal clássico de enforcamento, e não de estrangulamento manual. Além disso, a toxicologia encerra o boato de que ele estaria "fora de si" por drogas; o exame final deu negativo para substâncias ilícitas. O que o laudo descreve não é um cenário de crime, mas o triste retrato de um homem que sucumbiu a uma crise de depressão profunda, evidenciada até pelos vestígios de ansiedade encontrados em seus objetos pessoais na cena.

Os Fatos Finais 

O relatório da autópsia é conclusivo: suicídio por asfixia mecânica. Ao contrário de rumores, não houve fraturas em costelas ou indícios de luta. E o histórico clínico de Chester — desde a infância em uma família disfuncional até o agravamento de seu quadro em 2015 — são definitivos.

A vida de Chester Bennington foi marcada por um talento imensurável e uma dor profunda e real. Ignorar o seu histórico médico e os laudos oficiais para transformá-lo em um peão de um jogo político baseado em teorias infundadas é um desrespeito à sua memória. Honrar Chester Bennington significa aceitar a verdade — por mais dolorosa que seja — e celebrar o legado de um artista que, apesar de suas feridas, deu voz a milhões de pessoas que enfrentam seus próprios demônios diariamente.